ALTERAÇÕES NA PELE APÓS CIRURGIA BARIÁTRICA

Após qualquer procedimento cirúrgico pode ocorrer uma queda difusa de cabelos, que é o que chamamos de eflúvio telógeno, podendo ser iniciado até 6 meses após a cirurgia. A queda de cabelos no eflúvio telógeno é temporária, com duração em média de 6 meses e com restituição completa dos fios que caíram. Em poucos casos pode durar mais que 6 meses. Na maioria dos casos ocorrerá resolução espontânea. Em alguns pacientes, de acordo com a história e o exame clínico, será importante o uso de loções capilares e ou de medicamentos orais.

As alterações na pele secundárias à cirurgia bariátrica restringem-se às alterações secundárias aos distúrbios metabólico e nutricional e às modificações da estrutura da pele após a maciça perda de peso.

A seguir citarei alguns nutrientes que podem estar deficientes após a cirurgia bariátrica e as alterações na pele que podem estar relacionadas:

Vitamina A ou retinol: xerose (ressecamento da pele), cabelos ralos e quebradiços.

Vitamina B2 ou riboflavina: mucosite (inflamação nas mucosas) e glossite (inflamação na língua), ressecamento da pele, dermatite seborreica.

Vitamina B3 ou niacina: pelagra (demência, dermatite e diarreia), inflamação na língua e lábios.

Vitamina B5 ou ácido pantotênico: lesões purpúricas, dermatite seborreica, inflamação nos lábios e língua, sensação de queimação nos pés.

Vitamina B6 ou piridoxina: dermatite seborreica, inflamação na língua e lábios, ulcerações na boca.

Vitamina B9 ou ácido fólico e vitamina B12 ou cobalamina: inflamação na língua e lábios, despigmentação do cabelo, manchas escuras na pele e mucosas.

Biotina: alopecia, inflamação na língua, dermatite periorificial, dermatite seborreica.

Vitamina C ou ácido ascórbico: O escorbuto é a expressão mais grave da deficiênciade vitamina C. Os primeiros sinais são a fadiga e mal estar. A primeira manifestação na pele é o ressecamento na região lateral e posterior dos braços, glúteos e coxas. Essas lesões podem tornar-se hemorrágicas. As principais alterações orais são a presença de gengiva inchada, vermelha com tendência ao sangramento. Outros achados são a hemorragia nos olhos, hemorragias lineares nas unhas e hemorragia gastrointestinal, além de alterações ósseas e cabelos ralos.

Deficiência de ferro: palidez, coiloníquia(unha em formato de colher) e inflamação na língua.

Deficiência de cobre: cabelos despigmentados e quebradiços.

Deficiência de vitamina D: a deficiênciade vitamina D pode exacerbar a dermatite atópica através da alteração da barreira cutânea e da disfunção do sistema imune que leva ao consequente aumento do risco deinfecções. Pesquisas também vêm estudando o papel davitamina D na regulação do crescimento do cabelo.

Vitamina E: Estudos relatam que baixas concentrações plasmáticas de vitaminas A e E podem levar ao desenvolvimentode acne.

Vitamina K: púrpuras, petéquias, equimoses e hematomas.

Deficiência de zinco: acrodermatite enteropática (diarréia, alopecia e erupção na pele). O cabelo pode ser seco, quebradiço e ralo. Outras alterações são lesões semelhantes ao vitiligo, o retardo na cicatrização,a inflamação na borda das unhas (paroníquia), a estomatite, a dermatite psoriasiforme, a inflamação nos lábios e a blefarite.

Selênio: diminuição da cicatrização.

Diminuição da albumina: pele seca e enrugada, com aspecto mais envelhecido. Unhas quebradiças, de crescimento lento. O cabelo pode ser seco, quebradiço, sem brilho, ralo, com uma cor vermelho acastanhada antes de se tornar branco-acinzentado. Também pode ocorrer inflamação nos lábios, olhos secos, estomatite e vulvovaginite.

Se você apresenta algum desses sintomas, entre em contato com o CTMO.