CUIDADOS COM O SOL NO VERÃO

 

A radiação solar incide com mais intensidade sobre a Terra durante o verão, aumentando o risco de queimaduras, câncer de pele e outros problemas. Por isso, devemos ficar atentos com a proteção solar para aproveitar a estação mais quente do ano e manter uma pele saudável.

O filtro solar deve ser aplicado diariamente e não somente nos momentos de lazer. Deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS). Deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, uniformemente em todas as partes do corpo, incluindo mãos, orelhas, nuca e pés. Deve ser reaplicado a cada duas horas, ou se houver transpiração excessiva ou se você entrar na água.

Nos cabelos podem ser usados fluidos siliconados nas pontas para proteção do vento, calor ou maresia.

As cicatrizes também devem ser protegidas com filtro ou com adesivos ou esparadrapos. Quando novas podem ficar escuras se não forem protegidas. Se antigas, podem desenvolver, raramente, tumores na pele.

Em crianças, inicia-se o uso do filtro solar a partir dos seis meses de idade, utilizando um protetor adequado para a idade. É importante que as crianças e jovens criem o hábito de usar o protetor solar diariamente, pois 75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre entre 0 e 20 anos.

As pessoas de pele negra têm maior quantidade de melanina, produzindo uma proteção “natural” da pele, mas não podem esquecer a foto proteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer na pele e outros problemas.

Além do filtro solar, é importante usar chapéu, roupas e óculos de sol.

Após qualquer procedimento cirúrgico, pode ocorrer uma queda difusa de cabelos, que é o que chamamos de eflúvio telógeno, podendo ser iniciado até 6 meses após a cirurgia. A queda de cabelos no eflúvio telógeno é temporária, com duração em média de 6 meses e com restituição completa dos fios que caíram. Em poucos casos pode durar mais que 6 meses. Na maioria dos casos ocorrerá resolução espontânea. Em alguns pacientes, de acordo com a história e o exame clínica, será importante o uso de loções capilares e/ou de medicamentos orais.

A seguir, relacionamos alguns nutrientes que podem estar deficientes após a cirurgia bariátrica e as alterações de pele que podem estar relacionadas:

Vitamina A ou Retinol: xerose (ressecamento da pele), cabelos ralos e quebradiços.

Vitamina B ou Riboflavina: mucosite (inflamação nas mucosas) e glossite (inflamação na língua), ressecamento da pele, dermatite seborreica.

Vitamina B3 ou Niacina: pelagra (demência, dermatite ou diarreia), inflamação na língua e lábios.

Vitamina B5 ou Ácido Pantotênico: lesões purpúricas, dermatite seborreicas, inflamação na língua e lábios, ulcerações na boca.

Vitamina B8 ou Biotina: alopecia, inflamação na língua, dermatite periorifial, dermatite seborreica.

Vitamina B9 ou Ácido Fólico e Vitamina B12 ou Cobalamina: inflamação na língua e lábios, despigmentação do cabelo, manchas escuras na pele e mucosas.

Vitamina C ou Ácido Ascórbico: O escorbuto é a expressão mais grave da deficiência de Vitamina C. Os primeiros sinais são a fadiga e mal estar. A primeira manifestação na pele é o ressecamento da região lateral e posterior dos braços, glúteos e coxas. Essas lesões podem tornar-se hemorrágicas. As principais alterações orais são a presença de gengiva inchada, vermelha, com tendência ao sangramento. Outros achados são a hemorragia nos olhos, hemorragias lineares nas unhas e hemorragia gastrointestinal, além de alterações ósseas e cabelos ralos.

Vitamina D: a deficiência de Vitamina D pode exacerbar a dermatite atópica através da alteração da barreira cutânea e da disfunção do sistema imune que leva ao consequente aumento do risco de infecções. Pesquisas também vêm estudando o papel da Vitamina D na regulação do crescimento do cabelo.

Vitamina E: estudos relatam que baixas concentrações plasmáticas de Vitaminas A e E podem levar ao desenvolvimento de acne.

Vitamina K: púrpuras, petéquias, equimoses e hematomas.

Albumina: pele seca e enrugada, com aspecto mais envelhecido. Unhas quebradiças, de crescimento lento. O cabelo pode ser seco, quebradiço, sem brilho, ralo, com uma cor vermelho acastanhada antes de se tornar branco-acinzentado. Também pode ocorrer inflamação nos lábios, olhos secos, estomatite e vulvovaginite.

Cobre: cabelos despigmentados e quebradiços.

Ferro: palidez, coiloníquia (unha em formato de colher) e inflamação na língua.

Selênio: diminuição da cicatrização.

Zinco: acrodermatite enteropática (diarreia, alopecia e erupção na pele). O cabelo pode ser seco, quebradiço e ralo. Outras alterações são lesões semelhantes ao vitiligo, o retardo na cicatrização, a inflamação na borda das unhas (paroníquia), a estomatite, a dermatite psoriasiforme, a inflamação nos lábios e a blefarite.

 

Dra. Marilda Brandão

CRM 25.614

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