APENDICITE AGUDA

 

O QUE É APÊNDICE CECAL?

O apêndice cecal ou apêndice vermiforme é um órgão tubular que termina em fundo cego e está em contiguidade com o ceco, primeira porção do intestino grosso.

 

O QUE É APENDICITE?

Apendicite é a doença cirúrgica de maior incidência no abdome. É a inflamação aguda do apêndice por obstrução de sua luz causada por fecalitos (fezes endurecidas), sementes de frutas, vermes, entre outros. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comem em adultos jovens (20-30 anos).

 

QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS DA APENDICITE?

Geralmente apendicite clássica tem início com uma dor em região epigástrica (“na boca do estômago”) ou peri-umbilical que após algumas horas se localiza no andar inferior direito do paciente. Associada à dor podem estar presentes náuseas, vômitos, falta de apetite, prostração e febre.

 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é feito por meio do exame clínico – anamnese e exame físico – realizado pelo seu médico. Podem ser necessários alguns exames complementares, como exames de sangue, ultrassom de abdome ou mesmo uma tomografia de abdome. Em mulheres o diagnóstico pode ser mais difícil pois várias doenças ginecológicas se parecem clinicamente com a apendicite.

 

TRATAMENTO

– A apendicectomia é uma cirurgia de urgência e não requer preparo específico.

– O tipo de anestesia depende do procedimento. Geralmente utiliza-se a raquianestesia ou a peridural (“na coluna”) para os procedimentos abertos e a anestesia geral na laparoscopia.

-Dura geralmente de 30 minutos a 1 hora.

– Após a anestesia você permanecerá na sala de recuperação anestésica por 1 a 2 horas onde será constantemente reavaliado pelo anestesista e pela equipe de enfermagem.

– O apêndice retirado será encaminhado para biópsia. Você deve pegar o resultado e levar para o seu médico no retorno.

– Dependendo do estágio da doença pode ser necessário a colocação de um dreno que será retirado posteriormente pelo seu médico.

 

COMPLICAÇÕES

A apendicectomia é um procedimento relativamente seguro, com baixos índices de complicações. A maior parte delas decorre do estado no momento da cirurgia, como abscessos intra-abdominais, abscessos de parede abdominal, sepse.

Outras complicações podem ocorrer como perfuração de órgãos adjacentes, sangramentos, fístulas.

 

APÓS A CIRURGIA

A alta hospitalar depende do estágio da apendicite. A maioria dos pacientes tem alta no dia seguinte à cirurgia.

Após a alta, o paciente deve ter uma alimentação leve, procurando se movimentar e evitando atividades físicas intensas ou pegar peso. É permitido descer e subir escadas, levantar e abaixar, sem excessos.

O retorno ao trabalho geralmente é rápido. Deve-se evitar dirigir por uma semana.

O paciente deve agendar um retorno com seu cirurgião em 10 a 15 dias e não se esqueça de levar o resultado da biópsia.

Alguns pacientes precisam ficar alguns dias internados em uso de antibioticoterapia venosa nos casos mais avançados.

Procure seu médico sempre em caso de dúvidas. Se apresentar dor intensa, febre (acima de 37,8º C), falta de ar, vermelhidão no local da ferida cirúrgica ou saída de secreções, procure seu cirurgião e/ou pronto socorro.

 

Dra. Deborah Radd

CRM 61.229

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